Número recorde de doadores reforça os avanços do país, mas a fila de espera mostra que a conscientização sobre a doação de órgãos continua sendo fundamental
Em 2025, o Brasil alcançou um marco importante na história dos transplantes: mais de 31 mil procedimentos foram realizados no país, impulsionados por um número recorde de doadores de órgãos. Do total de transplantes, cerca de 86% foram financiados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Apesar dos avanços, a necessidade continua sendo muito maior. Cerca de 48 mil pessoas aguardam atualmente por um órgão no Brasil, enquanto outras 36 mil esperam por um transplante de córnea. Os números mostram a dimensão de uma realidade que pode ser transformada por um único gesto de solidariedade.
Entre os órgãos sólidos, o rim lidera a fila de espera e também o número de transplantes realizados, com mais de 6,6 mil procedimentos em 2025. Fígado, coração e pulmão também estão entre os órgãos transplantados no país, proporcionando novas possibilidades de vida para milhares de pacientes.
Setembro: um mês para falar sobre doação
O Mês do Doador de Órgãos, celebrado em setembro, busca ampliar a conscientização sobre a importância da doação e incentivar o diálogo entre familiares. Isso porque, no Brasil, a autorização da família é indispensável para que a doação seja realizada, mesmo quando a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora.
A recusa familiar ainda representa um dos principais desafios. Cerca de 45% das famílias não autorizam a doação de órgãos de seus entes, reforçando a importância de falar sobre o assunto antes que uma situação de perda aconteça.
Também existem diferenças entre as regiões brasileiras. A Região Sul apresenta algumas das maiores taxas de doadores efetivos, com destaque para Santa Catarina e Paraná, enquanto a Região Norte registra os menores índices. O cenário evidencia a necessidade de ampliar a conscientização e fortalecer a estrutura de captação e transplante em todo o país.
Uma corrente de cuidado que preserva vidas
Entre a decisão de doar e a realização de um transplante, existe uma cadeia de profissionais, tecnologias e cuidados que precisa funcionar com precisão. No caso de órgãos como o coração, cada etapa é especialmente importante, já que o tempo e as condições de transporte são determinantes para que o órgão chegue ao seu destino com segurança.
É nesse momento que a tecnologia também se torna parte dessa corrente. A Biotecno atua no transporte seguro de órgãos, incluindo corações destinados ao transplante, oferecendo soluções desenvolvidas para contribuir com a preservação adequada durante esse percurso.
Porque, antes de um transplante transformar a vida de alguém, existe uma rede inteira trabalhando para que essa oportunidade chegue ao destino.
Biotecno — Tecnologia que preserva vidas.
Fonte: Ministério da Saúde.