Geladeira convencional ou refrigerador científico: Qual a diferença na conservação de insumos termossensíveis?

Quando o assunto é a conservação de vacinas e outros produtos termossensíveis, a temperatura indicada no display é apenas uma parte do processo. A estabilidade térmica, a uniformidade da temperatura, o monitoramento e os recursos de segurança do equipamento também são fundamentais.

Por isso, existe uma diferença importante entre utilizar uma geladeira convencional para vacinas e contar com um refrigerador científico desenvolvido especificamente para conservação de produtos termossensíveis.

Uma geladeira pode marcar 4 °C e ainda apresentar variações internas

A distribuição do ar pode não ser uniforme e diferentes fatores podem provocar oscilações térmicas. Entre eles estão a abertura frequente da porta, os ciclos do compressor, a reposição de produtos e as alterações na temperatura do ambiente.

Isso significa que, mesmo que o display indique 4 °C, podem existir regiões internas com temperaturas diferentes.

Para alimentos, essas características fazem parte do funcionamento de um equipamento doméstico. Para vacinas, reagentes e outros insumos termossensíveis, entretanto, o controle das condições de conservação exige outro nível de precisão

Por que a conservação de insumos exige controle de temperatura?

Materiais termossensíveis precisam ser mantidos dentro de condições específicas de conservação durante toda a cadeia de armazenamento.

Por isso, não se trata apenas de manter o produto refrigerado. É necessário reduzir as variações e acompanhar as condições de temperatura de forma contínua e confiável.

Nesse contexto, o equipamento utilizado para armazenamento exerce um papel importante.

Um refrigerador científico é desenvolvido considerando justamente as necessidades de conservação de produtos sensíveis à temperatura. Seu projeto pode incorporar recursos voltados ao controle e à estabilidade térmica, como circulação de ar, sistemas de monitoramento, alarmes e mecanismos de segurança para situações de emergência.

Entre esses recursos, está o sistema de emergência desenvolvido pela Biotecno, criado para atuar em situações de interrupção do fornecimento de energia elétrica e contribuir para a proteção dos produtos armazenados. A tecnologia faz parte das soluções desenvolvidas pela empresa para aumentar a segurança dos equipamentos e reduzir os riscos relacionados a ocorrências que possam comprometer as condições de conservação.

Além do controle preciso da temperatura, esses equipamentos oferecem recursos que auxiliam na identificação de alterações e na proteção dos produtos armazenados.

Entre os recursos encontrados nos equipamentos Biotecno:

  • controle e estabilidade da temperatura;
  • circulação de ar para maior uniformidade térmica;
  • sistemas de alarme;
  • monitoramento das condições internas;
  • sistema de emergência desenvolvido pela Biotecno;
  • recursos de segurança para situações como falta de energia;
  • soluções desenvolvidas para o armazenamento de produtos termossensíveis.

Dessa forma, o objetivo não é simplesmente refrigerar, mas manter o produto em uma condição térmica controlada, monitorada e protegida, inclusive diante de situações que possam afetar o funcionamento do equipamento, mas manter o produto em uma condição térmica controlada e monitorada.

Biotecno desenvolve refrigeradores e freezers científicos

É justamente para atender operações que não podem correr riscos com seus produtos e insumos que a Biotecno desenvolve refrigeradores e freezers científicos.

Há mais de 25 anos, a empresa atua no desenvolvimento de soluções em refrigeração científica para diferentes áreas da saúde, como hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, bancos de sangue e centros de pesquisa.

Os equipamentos são desenvolvidos com foco em estabilidade térmica, controle, monitoramento, segurança e rastreabilidade, contribuindo para a conservação de produtos que não podem perder seu valor.

Na Biotecno, a resposta começa com tecnologia desenvolvida para preservar.

Biotecno. Tecnologia que preserva vidas.

Útimas notícias

Novas Regras para Doação de Sangue no Brasil

Confira o que Mudou com a Portaria GM/MS nº 11.685/2026

O Ministério da Saúde atualizou as diretrizes técnicas para o funcionamento dos serviços de hemoterapia no país. Publicada por meio da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, a norma reformula critérios de aptidão para doadores voluntários, flexibiliza prazos de inaptidão temporária e reforça a segurança transfusional em todo o território nacional.

Com a evolução dos exames laboratoriais e o aumento da expectativa de vida da população brasileira, as novas regras visam ampliar a captação de doadores e assegurar a máxima qualidade do sangue coletado.

Abaixo, estão as principais mudanças aprovadas:

1. Fim da Idade Máxima para Doadores Regulares

Uma das atualizações mais expressivas do regulamento diz respeito à faixa etária do doador habitual.

  • Como funciona agora: Deixa de existir um limite para quem já possui o hábito de doar sangue.
  • Critérios: Doadores de repetição podem continuar realizando suas doações após completarem 70 anos, desde que permaneçam saudáveis, sejam aprovados na triagem clínica e respeitem os intervalos e frequências estabelecidos pelo serviço de hemoterapia.
  • Primeira doação: Para novos doadores (primeira vez), a idade limite permanece em 59 anos, 11 meses e 29 dias.

2. Redução dos Prazos de Inaptidão Temporária

A nova portaria reduziu o período de espera para que voluntários temporariamente impedidos possam retornar aos postos de coleta.

  • Procedimentos Estéticos, Tatuagens e Botox: O tempo de espera cai para 7 dias, desde que os procedimentos (incluindo maquiagem definitiva e microagulhamento) tenham sido realizados em estabelecimentos que comprovem o cumprimento das normas sanitárias. Caso não seja possível avaliar a segurança do local, o prazo passa para 4 meses.
  • Piercings: No caso de adereços aplicados na cavidade oral ou na região genital, a doação é liberada 4 meses após a remoção do acessório.
  • Exames e Substâncias: Para pessoas que passaram por endoscopia digestiva ou fizeram uso de anabolizantes sem prescrição médica, o prazo de impedimento caiu de seis para quatro meses.

3. Avanço em Segurança e Rastreabilidade das Transfusões

O Brasil passa a ser o primeiro país a tornar compulsória a testagem para malária em 100% dos exames de triagem no processamento de sangue.

Utilizando a tecnologia NAT Plus (desenvolvida por Bio-Manguinhos/Fiocruz), a plataforma — que já identificava os vírus do HIV e das Hepatites B e C — passa a detectar também o parasita da malária.

Graças ao ganho de sensibilidade do teste, o período de inaptidão para pessoas que visitaram áreas endêmicas ou de mata/floresta caiu de até 12 meses para 30 dias.

Além disso, a portaria oficializa a adoção do padrão internacional ISBT 128 para a identificação de bolsas e amostras laboratoriais. Essa padronização reforça a rastreabilidade em toda a cadeia — desde a coleta até a transfusão no paciente ou o envio do plasma para a indústria de hemoderivados.

4. Ampliação da Validade do Concentrado de Plaquetas

Outro destaque de impacto direto para a gestão hospitalar e de hemocentros é a extensão da validade das plaquetas.

Com a adoção das medidas de controle de qualidade e microbiológico exigidas pela nova norma, o prazo de conservação do concentrado de plaquetas pode passar de 5 para até 7 dias. Essa mudança estratégica reduz o descarte por vencimento e garante maior oferta do insumo para tratamentos oncológicos, quimioterápicos e doenças hematológicas.

Preservação e Cadeia de Frio: A Tecnologia Biotecno a Serviço da Vida

O aumento do número de doações e a ampliação da validade de hemocomponentes essenciais (como as plaquetas) exigem uma cadeia de frio segura. Alterações mínimas na temperatura de armazenamento podem comprometer inviabilizar as propriedades terapêuticas do sangue.

Nesse cenário, as Câmaras e Freezers Científicas Biotecno desempenham papel estratégico nos bancos de sangue, hemocentros e hospitais de todo o país.

Desenvolvidas especificamente para o segmento médico-hospitalar e em conformidade com as exigências sanitárias, as soluções da Biotecno oferecem:

  • Precisão Térmica Rigorosa: Homogeneidade de temperatura para a conservação ideal de hemácias, plasma e plaquetas.
  • Segurança e Rastreabilidade: Sistemas avançados de monitoramento, registros contínuos e emissão de relatórios exigidos pelas normas de fiscalização.
  • Sistemas de Emergência: Criado pela Biotecno, os dispositivos garantem a autonomia e a proteção das bolsas mesmo em cenários de oscilação ou falha na rede elétrica.

Biotecno. Tecnologia que preserva vidas.

Câncer de mama no Brasil: entenda os dados de incidência, prevenção e diagnóstico precoce

O câncer de mama permanece como o segundo tipo de tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil, (em primeiro estão os casos de pele não melanoma), além de ser a principal causa de mortalidade por câncer no público feminino nacional. Segundo estimativas atualizadas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026–2028, são esperados cerca de 78.610 novos casos por ano. Apesar do alto volume de diagnósticos, a detecção em estágios iniciais transforma o cenário clínico: quando identificado precocemente, as chances de cura da doença chegam a 95%.

A prevenção primária desempenha papel central nesse combate, sendo capaz de evitar cerca de 30% dos diagnósticos por meio da adoção diária de hábitos saudáveis. Manter o peso corporal sob controle — sobretudo após a menopausa — reduz a gordura acumulada e contém a produção excessiva de estrogênio, hormônio ligado ao estímulo de células mamárias. Além disso, a prática diária de 15 a 30 minutos de atividades físicas moderadas ou intensas ajuda a regular o metabolismo, enquanto a amamentação prolongada atua como fator de proteção natural ao diminuir a exposição cíclica aos hormônios. Em contrapartida, especialistas alertam para os riscos do consumo de álcool, para o qual não existe dose segura, e orientam que a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) seja restrita ao menor tempo possível com estrito acompanhamento médico.

Quando o desenvolvimento do tumor não pode ser evitado por fatores genéticos ou envelhecimento, o diagnóstico precoce torna-se o recurso mais efetivo para salvar vidas. O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia de rotina a cada dois anos para mulheres de 50 a 69 anos, sendo este o único exame com eficácia comprovada na redução da mortalidade. Por sua vez, sociedades médicas como a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) orientam a realização anual do exame a partir dos 40 anos. Mulheres com histórico familiar direto de câncer de mama ou ovário diagnosticados antes dos 50 anos devem alinhar com seu ginecologista um protocolo de rastreamento antecipado.

Mulheres devem estar atentas a sinais incomuns no cotidiano, como a presença de caroços endurecidos, retrações na pele com aspecto de casca de laranja, alterações no formato do mamilo ou secreção espontânea pelos mamilos. Ao identificar qualquer anormalidade, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente para investigação.

Garantir o avanço do diagnóstico rápido e preciso depende do compromisso contínuo com a saúde, a tecnologia e a qualidade dos processos médicos em todo o país. A Biotecno reforça a importância da conscientização e do cuidado preventivo, apoiando a cadeia da saúde com soluções tecnológicas de alta precisão para a preservação de insumos, reagentes e exames essenciais nessa jornada de proteção à vida.

Taura: tecnologia para transporte e preservação de órgãos alinhada aos ODS da ONU

O Taura, equipamento desenvolvido pela Biotecno para a preservação e o transporte de órgãos destinados a transplantes, apresenta contribuições relacionadas a diferentes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente nas áreas de saúde, inovação e sustentabilidade. 

A atuação do Taura está diretamente associada aos ODS 3 — Saúde e Bem-Estar, ODS 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura e ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis. A tecnologia também apresenta contribuições complementares relacionadas aos ODS 13 — Ação Climática e ODS 17 — Parcerias e Meios de Implementação.

O que é o Taura?

O Taura é uma solução desenvolvida pela Biotecno para a preservação e o transporte de órgãos destinados a transplantes. A tecnologia foi desenvolvida para integrar uma etapa crítica da cadeia de transplantes, oferecendo condições controladas para o transporte do órgão entre o local de captação e o serviço responsável pelo transplante.

Taura e o ODS 3: tecnologia a serviço da saúde e do bem-estar

O ODS 3 — Saúde e Bem-Estar tem como objetivo assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

Na cadeia de transplantes, cada etapa possui importância para que o órgão captado chegue ao seu destino dentro das condições necessárias para sua preservação. Por isso, o transporte de órgãos para transplantes exige soluções desenvolvidas especificamente para essa finalidade.

Ao contribuir para uma etapa essencial da logística de transplantes, a tecnologia se relaciona diretamente ao ODS 3 e ao fortalecimento de processos que fazem parte da assistência em saúde.

ODS 9: Inovação aplicada ao transporte de órgãos com o Taura

O ODS 9 — Indústria, Inovação e Infraestrutura incentiva o desenvolvimento de infraestruturas resilientes, a industrialização sustentável e a inovação.

O Taura representa a aplicação de tecnologia brasileira à cadeia de transplantes, transformando conhecimento e engenharia em uma solução voltada a uma necessidade específica da área da saúde.

A inovação aplicada ao transporte de órgãos contribui para a evolução da infraestrutura relacionada aos transplantes e demonstra como o desenvolvimento tecnológico pode apoiar diferentes etapas da assistência à saúde.

ODS 12: Reutilização do Taura e uso responsável de recursos

A sustentabilidade também está relacionada à maneira como produtos, materiais e recursos são utilizados. O ODS 12 — Consumo e Produção Responsáveis busca promover padrões mais sustentáveis de produção e consumo. Nesse sentido, o Taura apresenta uma contribuição relacionada à reutilização do equipamento e à redução da dependência de determinadas soluções descartáveis utilizadas no transporte convencional de órgãos.

Uma solução reutilizável pode contribuir para reduzir a geração de resíduos associados à operação, estabelecendo uma relação entre inovação tecnológica e uso mais responsável de recursos.

ODS 13: inovação e contribuição para a ação climática

O ODS 13 — Ação Climática estabelece a necessidade de medidas relacionadas às mudanças climáticas e seus impactos.

No contexto do Taura, a relação com esse objetivo ocorre de maneira complementar, principalmente pela possibilidade de redução de resíduos por meio da reutilização do equipamento.

A contribuição para a sustentabilidade deve ser compreendida dentro do conjunto de características e aplicações da tecnologia, reforçando a importância de soluções desenvolvidas para utilizar recursos de maneira mais consciente.

ODS 17: a importância das parcerias na cadeia de transplantes

Nenhum transplante acontece de forma isolada. A realização de um procedimento envolve diferentes profissionais, instituições e etapas, desde a captação do órgão até o transporte e a chegada ao serviço responsável pelo transplante.

Por isso, o ODS 17 — Parcerias e Meios de Implementação também se relaciona ao contexto de utilização do Taura.

A cadeia envolve indústria, hospitais, equipes de transplante, profissionais da saúde, empresas de transporte e outros atores, que precisam atuar de forma integrada para que o processo aconteça.

Nesse cenário, a tecnologia funciona como parte de uma rede que depende da colaboração entre diferentes áreas e profissionais.

Tecnologia, saúde e sustentabilidade conectadas

A relação do Taura com os ODS da ONU demonstra como uma solução desenvolvida para uma necessidade específica da área da saúde pode estar conectada a diferentes dimensões do desenvolvimento sustentável.

Saúde e bem-estar, inovação, infraestrutura, consumo responsável, sustentabilidade e parcerias fazem parte de uma mesma cadeia quando o objetivo é aprimorar processos relacionados ao transplante de órgãos.

Para a Biotecno, essa conexão reforça o papel da inovação como ferramenta para desenvolver soluções que acompanham as necessidades da saúde e contribuem para uma cadeia de transplantes cada vez mais estruturada.

O Taura Biotecno representa essa união entre tecnologia e saúde, levando inovação para uma etapa fundamental do processo de transplantes: a preservação e o transporte de órgãos.

Biotecno — Tecnologia que preserva vidas.